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Da BYD ao Bilião

ARTIGO DE TOMAZ CASTELÃO AKA “JET FIGHTER TOM”

Esta crónica foi escrita pelo novo copywriter da BYD – Tomaz Castelão AKA Jet Fighter Tom (diz ele). A sua alcunha no escritório é “maluquinho” e “erro de casting” pelo que a BYD se desresponsabiliza naturalmente por todo e qualquer conteúdo errado/ofensivo que nela esteja redigido. Curiosidade: no momento do fim desta edição o Tomaz ainda não foi despedido. Aliás, está radiante e mais confiante que nunca por lhe terem dado um projecto em vez de o obrigarem outra vez a contar até dez mil em inglês. (obviamente que isto também foi escrito por ele… aliás por mim. Estou confuso.)

Existe uma máxima que a maior parte dos livros de marketing e de publicidade não se cansam de destacar: a melhor publicidade é a boca-a-boca, e o melhor marketing é o da BYD. Esta segunda parte ainda está por oficializar, mas só porque o processo é muito burocrático e a confirmação tarda a chegar. E porque o João tentou engatar a miúda da certificação, e entre processos de assédio atrasámo-nos. De qualquer maneira estamos confiantes nas nossas palavras e expectantes pelo “sim” final. Quando chegar prometemos fazê-lo passar.

E a BYD junta o melhor dos dois mundos. Os nossos clientes não se cansam de nos tecer elogios e de nos trazer novas oportunidades, e o nosso marketing não deixa de nos entupir a caixa de entrada com emails de interessados. Este cenário aparenta ser muito agradável mas, de modo a responder a esta afluência, as nossas despesas com novo pessoal e canalizadores informáticos que cá vêm nunca foram maiores. E as pausas também, que as nossas miúdas babam-se com homens de farda. Mesmo que seja farda de informático.

Depois de um primeiro contacto com o cliente, marca-se uma reunião. O nosso escritório foi remodelado e a nossa maior dificuldade em reuniões com clientes é tirá-los de cá de tanto que gostam. (Menos dos copywriters, mas isso já vos explicamos.) Apresentamos os nossos serviços e, depois do orçamento ser aprovado, está na hora de meter mãos à obra: passamos à definição de estratégias.

TOMAZ CASTELÃO AKA “JET FIGHTER TOM

A BYD defende uma perspectiva poligâmica do amor e assume as relações com todos os seus clientes. Trata-os bem e fala-lhes muito. É nesta altura que pede feedback e pergunta se estamos a ir no caminho certo. Se as estratégias agradarem o cliente, passamos à fase da implementação. Afinal, os votos de casamento foram sentidos e são para cumprir.

Há muitas empresas com que a BYD se mete que são mais novas e precisam de ajuda para conceber um primeiro projecto. Nestes casos há toda uma preparação e um acompanhamento especialmente cuidado e feito de raiz: para conceber um logo, escolher um nome, posicionar uma marca, definir a sua linha gráfica e, muito importante para o seu carácter, o(s) conteúdo(s).

Outras das empresas já têm alguns anos mas precisam de uma lufada de ar fresco na sua vida para revitalizarem e relançarem-se no mundo (do amor e) dos negócios. A estas às vezes custa-lhes admitir que se sentem atraídas por nós, mas acabam imperativamente por se apaixonar pelo resultado final e não têm lugar para arrependimentos. E nós por elas, que sempre tivemos um fraco por empresas mais velhas.

Faz-se um ponto de situação: apresenta-se o planeamento estratégico anual e semanal. Se de acordo, e nas nossas relações costumamos dar-nos bem e não discutir muito, o próximo passo é passar tudo às nossas equipas. De criativos, de designers e de copys. Não podiam ficar em melhores mãos. Os primeiros fecham-se numa sala e criam rúbricas do outro mundo. Não sabemos bem como, porque nunca ninguém lá entra. Reza a lenda que alguém uma vez abriu a porta por acidente e vislumbrou um mundo com dragões, unicórnios, luz, nuvens e um sujeito a comer macacos do nariz. Não quisemos saber mais.

Já os nossos designers têm a difícil tarefa de conceber o que de lá lhes chega – e não se poupam com constantes cliques de rato e recorrentes lágrimas de suor no teclado. A verdade é que o trabalho compensa – e os produtos que nos apresentam parecem caídos do céu. Em contrapartida, são conhecidos por não terem vida amorosa. Não suassem para o teclado.

Finalmente chega a altura dos copys entrarem em acção. (Aqui vem a resposta.) São estranhos, não falam muito e em regra sofriam de bullying na escola. Não se sabe qual o critério de recrutamentos dos mesmos, mas quem os contratou foi posto fora. Não porque são maus, atenção! Aliás, quem não os conhece apaixona-se pelas suas palavras. Só nós que os conhecemos… É que preferíamos não…

Submetem-se as propostas finais que são aprovadas e… Finalmente! Está tudo feito. Está tudo pronto. Encaminhado.

Da BYD ao Bilião.

Apresentam-se os resultados e fazem-se reuniões. Agora os bebés não choram, não há fome no mundo, as nuvens dissipam-se e o silêncio impera. Até que chega a tão esperada frase: “Os objectivos foram cumpridos, bar aberto no Cartola.”

Há casamentos bonitos.

E quem diz que o amor já não é o que era, que nos venha visitar.

 

por TOMAZ CASTELÃO AKA “JET FIGHTER TOM

 

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